quarta-feira, 25 de novembro de 2009

CAS APROVA REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO DE REPENTISTAS



A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei da Câmara (PLC-174/2009) que regulamenta o exercício da profissão de Repentista. Serão beneficiados todos os profissionais que utilizam o improviso rimado como meio de expressão artística cantada, falada ou escrita, compondo de imediato ou recolhendo composições de origem anônima ou de tradição popular.
Assim, serão reconhecidos os cantadores e violeiros, poetas repentistas, emboladores e cantadores de coco, declamadores de causos da cultura popular e escritores da literatura de cordel. “A contribuição dessas atividades artísticas à cultura popular brasileira é inestimável”, exaltou a senadora Rosalba Ciarlini que priorizou a votação do projeto que está no Congresso há 24 anos. Lembrando que o repente como cantoria tornou-se o meio de sobrevivência de milhares de nordestinos, a senadora concorda com o autor do projeto, deputado André de Paula, e com o relator, senador Marcelo Crivela, que o objetivo desse PLC não é defender somente interesses da classe, mas o promover e proteger, sobretudo, as diversas formas de manifestação da cultura popular, preceitos perseguidos pela Constituição Federal.
A aprovação do Projeto foi comemorada com uma apresentação dos poetas. Por sugestão do senador Eduardo Suplicy (SP), eles cantaram “A Triste Partida”, de Patativa do Assaré.
O projeto foi aprovado em decisão terminativa e segue para o plenário da Casa. Depois, volta à Câmara, de onde sai para sanção presidencial.
PRESIDENTE DA FJA ELOGIA DEMOCRATAS
A votação do projeto de regulamentação da profissão de Repentista foi acompanhada por cerca de 30 poetas populares, entre eles, alguns norte-rio-grandenses, como Francisco de Assis e o presidente da Fundação José Augusto (FJA), Crispiniano Neto.
“Foi um ato de cidadania”, conceituou Crispiniano, elogiando a posição da senadora Rosalba Ciarlini pela defesa e prioridade dada ao projeto na pauta da CAS.
Entusiasmado com o que viu e participou no Senado, o presidente da FJA solicitou cópia da ata e gravação da reunião para o Museu Internacional de Literatura de Cordel e Repente, que será construído em Natal. “Esse momento precisa ser eternizado”, insistiu Crispiniano Neto, fazendo novas
referências ao trabalho de Rosalba pela cultura e o apóio dos senadores Garibaldi Filho e José Agripino. “Fui eu que puxei as palmas para Agripino. Critique quem quiser criticar”, avisou Crispiniano, considerando justo o reconhecimento do apoio dos democratas ao projeto que representa uma luta de quase três décadas.
fonte;assessoria

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